Como reservar seus voos: viajando por conta própria

A verdade é a seguinte: pode até ser confortável comprar um pacote fechado por um agência de viagens. É ela quem vai determinar a companhia aérea, o hotel e quais locais visitar. Saiba, porém, que você estará pagando MUITO mais do que deveria. Um rápido cálculo comparativo vai provar que pelo menos 30% são de taxas de serviço.

Por exemplo: vai pra Londres visitar um amigo e queria conhecer outros países na volta? A melhor coisa é comprar a passagem principal e depois buscar voos baratos nas companhias aéreas low cost, que derrubam o preço das grandonas do mercado.

Quer economizar grana pra poder conhecer mais lugares? Troque os hoteis metidos à besta (que, via agências, cobram muito mais do que seus serviços realmente merecem) e fique em albergues pelo mundo, cuja qualidade e variedade crescem a passos largos. Afinal de contas, um pouco de espírito de aventura e independência cai bem para qualquer viajante, certo?

 

1º passo: saindo do Brasil

Sites como Decolar.Com e Submarino Viagens são bons para listar as grandes companhias, que fazem as viagens intercontinentais. Antes de escolher o voo, veja bem o número de escalas e o aeroporto final do destino, que pode ser mais longe do que você programa.

Ambos os sites parcelam em 5x sem juros no cartão de crédito – ainda que a primeira parcela (entrada) seja substancialmente maior que as demais. A Submarino ainda parcela em 10x com juros de 2,7% ao mês, dependendo da companhia.

 

2º passo: viajando entre países – companhias low cost

Sites grandes como aqueles listam apenas as aerolíneas de grande porte, do tipo Tam, Air France e KLM., mas não incluem as chamadas companhias low cost. Então pra quem procura trechos dentro da Europa ou dos EUA, por exemplo, é bem melhor usar um site como SkyScanner.

O site combina mais de 75 companhias “no frills” (“sem frescuras”) pelo mundo e também as grandes do mercado, ordenando pelos preços mais baixos e disponibilidade de datas.

Por low cost, entenda-se que 1) você não terá refeições a bordo e 2) não espere muito espaço para as pernas. É assim que as empresas conseguem baixar os preços. Resumindo: são ideais para viagens curtas.

Na Europa, as duas maiores low cost são a Easyjet e a Ryanair. Há outras várias, mas vamos nos concentrar nessas duas que são as mais populares e com mais variedade de destinos.

Ambas têm prós e contras, mas a Easyjet tem bem mais aceitação por ter menos restrições e taxas extras, especialmente quanto ao check-in e à bagagem permitida. Veja um quadro comparativo:

Via de regra, ficamos assim: se há o mesmo destino disponível em ambas, prefira a Easyjet. Vai dar menos dor de cabeça. Mas a tentação será grande, já que os preços da Ryanair costumam ser bem atraentes.

Para ajudar na decisão,  vamos à lista dos países e cidades operados por ambas (clique na figura para aumentar).

Agora algumas dicas de usuários de ambas, para prestar atenção antes de reservar:

► Lembre de checar o aeroporto do destino final. Às vezes não é exatamente na cidade anunciada, e sim a 1 ou 2 horas de viagem (trem/ônibus).

► Os horários dos voos mais baratos podem ser muito cedo pela manhã, o que poderá exigirá transporte (como táxi ou ônibus especial). Então faça o cálculo antes de achar que está fazendo o melhor negócio.

► Em grandes capitais como Londres, as low costs geralmente voam dos aeroportos menores e mais afastados da cidade, o que vai exigir maior deslocamento. Vale checar, sempre, se há metrô ou outro transporte direto do aeroporto na hora de seu voo, para evitar gastos extras.

► Nem a Ryanair nem a EasyJet permitem marcar assento quando fazem a reserva – cobram pelo “priority boarding” £6 e £11, respectivamente. Se fizer questão do melhor lugar possível, chegue cedo ou pague a taxa (no caso de um grupo, um pode pagar e guardar lugar para os outros).

► Dependendo da rota na Europa, vale checar empresas como a Lufthansa e a British Airways que às vezes tem tarifas tão baratas quanto as low cost e, convenhamos, com melhores serviços.

Barato, mas com segurança!

Vale ressaltar que, apesar do menor preço e serviço limitado, as empresas low cost são sim seguras para viajar. As aeronaves não são feitas de material de segunda mão nem são tripuladas por gente desqualificada. Todas elas são submetidas aos mesmos altos padrões de segurança de qualquer outra companhia aérea.

Outro ponto interessante é que as companhias econômicas também podem, de alguma forma, ser consideradas mais ambientalmente responsáveis do que aquelas que operam grandes jumbos. Por não incluir refeições, eles economizam toneladas de plástico usados nas bandejas e outros materiais. E a distribuição mais “apertada” dos passageiros na aeronave – sem a primeira classe – também resulta em uso mais eficiente de combustível, por exemplo.

 

Dicas Ryanair

 

CHECK-IN

Você DEVE fazer o check-in online e imprimir seu cartão de embarque. Quem não o fizer ou não trouxer consigo, paga a exorbitância de £40 por pessoa e por trecho para ser reimpresso no aeroporto.

É bom já imprimir todos os voos antes de sair de casa, pra não perder tempo depois procurando um lugar com internet e impressora.

O check-in online custa £6, e é aberto 15 dias e encerra 4 horas antes da viagem. Vale prestar atenção nas promoções (“sales”) dos voos de £6 ou menos, que incluem as taxas extras, incluindo a de check-in.

SEGURO

► O site da Ryanair costuma perguntar em qual país você mora, com o propósito de oferecer seguro. Então lembre-se sempre de marcar o box ”no travel insurance required” na caixa respectiva para evitar de seguro adicional – você pode conseguir o seguro, se quiser, por preços bem mais baratos em outros lugares.

BAGAGEM

► Há diferentes preços para diferentes pesos de sua bagagem: quanto menos levar, menos pagará. Nem um livro pode ser levado na mão para não contar como volume extra!

 

Dicas Easyjet

 

 

PAGAMENTO

Pagar com cartão de débito é melhor que com cartão de crédito. Para Visa Electron, não há taxa. Com débito, a taxa é de £8 por transação, enquanto que com crédito paga-se as £8 mais £4.95 ou 2,5% (o que for maior). Mas para compras acima de £100, pague com cartão de crédito, pois a lei obriga a administradora a segurar sua compra se houve problemas com a depois.

BAGAGEM

► Não há limite de peso para bagagem de mão que o passageiro leva na cabine, mas sim limite de tamanho – as dimensões devem ser, no máximo, 56x45x25cm.

ASSENTOS

► Para clientes assíduos da Easyjet, pode valer a pena adquirir o cartão de fidelidade Plus, que dá direito ao passe “speedy boarding” permanente (para escolher os lugares primeiro).  Custa Por £109 (R$ 283) por ano, que comparado às £22 cobradas por cada voo ida-e-volta, pode ser um bom negócio se você fizer mais de 7 voos completos por ano. Ah e uma dica: para famílias/grupos, se um membro tiver o boarding pass, ele pode entrar no avião primeiro e guardar lugar para os outros!

ESPAÇO

► Uma dica “interna”: nunca sente no lado direito das aeronaves depois da fila 14 – a partir dessa área, foram adicionadas duas filas extras, resultando em bem menos espaço. Também evite de sentar no fundão, onde a tripulação costuma “socializar” e vai perturbar seu sono.

 

Outras aéreas low cost na Europa:

Aerlingus (também tem vários destinos para os EUA)

Germanings (boas aeronaves e destinos pela Europa)

Condor (várias rotas partindo do Brasil)

Flybe (boa para viajar dentro do Reino Unido)

Vueling (muito popular na Espanha)

Wizzair (boas ofertas para o leste europeu)

 

Companhias aéreas low cost nos Estados Unidos:

A mesma regra vale para os EUA. Se companhias tradicionais como American Airlines, Delta e United Airlines apresentarem preços meio salgados para sua viagens dentro do país, experimente algumas da principais low cost que operam na América do Norte (e parte da Europa também). Dentre elas:

AirTran

JetBlue

Virgin America

Southwest

Spirit Airlines

 

3° passo: economize com hospedagem

Quer fazer o dinheiro render mais na viagem? Ignore as “ofertas” de hoteis das agências de viagem e fique em albergues. Vale tanto pro viajante que quer só uma cama para descansar no fim de um longo dia de passeios, quanto para o turista mais exigente que espera conforto e um pouco mais de mordomia.

Por uma fração do preço de um hotel comum, é possível hoje ficar em albergues com ar condicionado, quartos individuais e luxos como piscina, jacuzzi e jardins privativos. Fora ter a chance de conhecer viajantes do mundo todo e tornar a viagem ainda mais animada.

 

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Um agradecimento especial pelas fotos do flickr para lipevine, Cacophonyx, Marc LacosteWexDubJemimusmarkhillaryruben van eijk e mrkathika.

 


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