Viajando pela Itália de trem: Florença, Veneza, Milão, Verona, Siena

Quem não sonha com uma viagem à Itália? Não tem como errar: pra qualquer lugar que se olhe, a beleza é inquestionável. Pra quem quer está na dúvida quais partes visitar e como andar pelo país, a gente sugere explorar o país de trem.

Neste miniguia, a gente mostra nossas rotas favoritas para inspirar sua viagem. Nos concentramos especialmente nas cidades mais ao norte do país. São super bem conectadas com o resto da Europa e você vai poder continuar sua viagem para onde quiser. Também sugerimos algumas cidades ao redor, de fácil acesso, no caso de você querer esticar suas férias e conhecer as regiões um pouco mais.

Aproveite e informe-se como funcionam os passes Eurail e tire o máximo proveito de seus passeios. E também dicas de roteiro para viajar de trem pela Espanha e França e pelo Sudeste Europeu. Sem falar, claro, nos hostels na Itália, cheio de boas pechinchas.

 

Nossa viagem começa em…

Florença

A maior cidade da região da Toscana e berço do Renascimento, é parada obrigatória, mas é bom se programar com antecedência para visitar os lugares mais populares. A Galeria degli Uffizi (ou Galeria dos Ofícios), por exemplo, pode ter até 6 semanas de fila de espera pros ingressos. Ande a pé e descubra as belezas ao longo do Rio Arno, e depois atravesse a Ponte Vechio e siga em direção ao Jardim de Boboli para uma vista incrível do Duomo. Se não conseguir visitor a Galleria dell’Accademia, suba os degraus que levam até a Piazzale Michelangelo para uma réplica em tamanho natural de David.

Fique em hostels em Florença, perto da estação de Santa Maria Novella. O Arno e as principais atrações ficam a cerca de 10-15 minutos caminhando. Outra alternativa, para quem busca um pouco mais de conforto, são os hotéis baratos em Florença.

 

Ali perto…

Siena

1,5h de trem regional (R)

O famoso Palio di Siena, a corrida de cavalos disputado entre os bairros da cidade, ocorre em julho e agosto todo ano, ao redor da Piazza del Campo. Nada de carros circulando nas principais áreas e a cidade tem uma intrigante história gótica que vale a pena explorar. Há uma bela catedral para visitar, e quem subir os 400 degraus em espiral até o topo da Torre del Mangia vai ser recompensado por uma vista deslumbrante da cidade e os vinhedos dos arredores.

Uma boa dica de hospedagem é ficar, em vez de hostels em Siena, em uma pensão ou B&B. Tem ótimo custo-benefício e vão dar um clima caseiro super aconchegante à sua estadia.

Pra onde agora? Florença–Veneza: 5h de R (com troca em Bolonha) ou 3h de InterCity (IC) ou 2h de Eurostar (ES).

Qual a alternativa? Pegue o trem para Gênova (com troca em Pisa) e aproveite a linda paisagem pela janela, ao longo da costa da Ligúria.

 

Veneza


É difícil se “preprarar” para o labirinto veneziano. Não importa o quanto você tenha estudado o mapa da cidade e o quão detalhado é o seu plano de passeio, fato é que você vai acabar se perdendo em Veneza. Mas isso é bom! Sim, porque os maiores tesouros de Veneza estão ali, escondidos nos cantos somente encontrados por acaso, longe das trilhas oficiais e turísticas.

As tantas hidrovias é que dão a cara da cidade – única e complicada de se locomover mas, afinal, linda como poucas. Felizmente, três das maiores atrações estão em uma praça única –a Piazza San Marco, com a Basílica de São Marcos, o Palácio Doge (Ducal) e a Torre dell’Orologio (Torre do Relógio).

Dependendo como estiver seu orçamento, vale ter a experiência única de andar de gôndola pelo canal – custa €80 por um passeio de 40 minutos (espaço para seis na gôndola). Outras opções de transporte mais comum são o vaporetto (ônibus aquático) e o traghetto, espécie de balsa de passageiros.

A melhor vista da cidade é do Campanário de São Marcos (Campanile), de onde se vê o Lido, toda a lagoa e até as Dolomitas, se o dia estiver claro. Quem preferir evitar as multidões, pode alugar uma bicicleta (cerca de €10 por dia) saindo do Lido e passando pelas praias, dunas e pinheiros até Alberoni.

E com tanto o que fazer durante o dia, talvez seja até confortante saber que a vida noturna de Veneza é relativamente tranquila. A principal estação de trem é Santa Lucia, então recomenda-se ficar em hostel em Veneza perto de lá.

Ali perto…

Verona

2h por trem regional ou 1 hora por ES

A inspiração de Shakespeare para escrever Romeu e Julieta resume bem o clima romântico que toma conta de Verona. A majestosa Arena (que lembra o Coliseu de Roma) sedia óperas famosas no verão (como Aída e Tosca) e será uma experiência única. Do outro lado do Rio Adige, está o fabuloso Giardino Giusti, um jardim em estilo renasscentista com vistas panorâmicas. Não há tantos hostels em Verona, mas para dar um toque mais pessoal vale a pena ficar em um B&B, com diárias a partir de €19.

 

 

Pra onde agora? Veneza – Milão: 3,5h de R ou 2,5h de ES.

Qual a alternativa? Por uma tarifa extra de €10, uma balsa até a Grécia e a linda ilha de Corfu. Ou o trem noturno para a Croácia.

 

Milão

Internacional, cosmopolita e bastante industrializada, não é mais a mesma da época renascentista, mas ainda tem seu inegável charme. Sua Catedral (Duomo) demorou meio século para ficar pronta e uma visita ao topo dela é uma boa maneira prra começar sua viagem pela capital mundial do design. Enquanto isso, a “Última Ceia” de Da Vinci está na Igreja de Santa Maria della Grazie à sua espera. A área do Quadrilatero d’Oro com suas lojas de grife é sua parada para brincar de luxo e ostentação (ou gastar, se você puder). Outro ponto chiquérrimo é a Galleria Vittorio Emanuele II, com sua sequência de arcos com teto de vidro.

Você não precisará mais que alguns dias em Milão, então a gente sugere pegar um trem para a região dos Lagos, ao norte. Ficando em um hotel barato em Milão, com seus bares e restaurantes baratos à volta, seu bolso vai agradecer e sua viagem vai dar aquela esticadinha.

 

Ali perto…

Os Lagos

1h de trem regional

Villas, jardins babilônicos e spas de luxo rodeiam os cinco maiores lagos da Itália – Maggiore, Lugano, Como, Iseo e Garda – destino preferido dos ricos e famosos. A cidade de Como para começar a explorer. De lá, pegue um barco para conhecer outros lugares ao redor do lago, especialmente a bela cidade de Bellagio, que fica sobre um promontório (montanha), com suas ruazinhas de pedras e lindas boutiques. Você pode ficar em um hostel em Maggiore e economizar dinheiro para tomar aquele drink de frente pro lago ao por-do-sol.

 

Para onde depois?

Milão é realmente a porta de entrada para o resto da Europa. De lá, você pode viajar para os países fronteiriços como França, Suiça, Áustria ou Eslovênia.

 

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Dicas para quem vai usar o Eurail [para informações atualizadas, consulte o site oficial]

► O serviço Circumvesuviana para Pompeia ou Sorrento de Nápoles, não está incluso

► Trens regionais (R) são gratuitos

► Trens InterCity (IC) têm um complemento de €3 e a reserva de lugar é quase sempre obrigatória

► Eurostar (ES) tem suplemento de €10 e a reserva do assento é obrigatória

► Minoan Lines International – a passagem no deque da balsa é grátis para usuários do bilhete 2ª Classe em viagem para a Grécia. Na alta temporada, há um complemento de €10

 

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Um agradecimento especial pelas fotos do flickr (crom Creative Commons) para Goldmund100, matteo nebiacolombo, David Barrie, micurs, carolynconner, James & Vilija, taver, Thomas Frejek e Old Fogey 1942.

32 Responses to “Viajando pela Itália de trem: Florença, Veneza, Milão, Verona, Siena”

  1. Olá, gostaria muito de fazer esse percurso descrito acima, mas só posso ir entre o final de Janeiro e início de Fevereiro… Você acha que compensa? Li que pode estar muito frio e chuvoso… Obrigada

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