Turismo e aventura sobre duas rodas

Publicado por Rodrigo Santos

 

Uma das facetas do chamado ecoturismo vem ganhando cada vez mais força. É o cicloturismo, uma maneira saudável, econômica e ecológica de se conhecer lugares mundo afora.

Os viajantes que optam por percorrer circuitos turísticos de bibicleta unem exercício físico e a chance de conhecer intensamente as diferentes culturas dos lugares por onde passam.

A verdade é que tem gente que atravessa cidades, países e até continentes sobre duas rodas! E geralmente fazem seu próprio roteiro, definindo seu próprio ritmo de viagem. E nessas horas, claro, uma boa e econômica opção de acomodação é deveras importante.

Antes de tudo, é sempre indicado usar uma bicicleta adaptada para qualquer tipo de piso (asfalto ou terra), principalmente para quem não tem um roteiro específico e não sabe exatamente por onde vai passar. Por isso, as condições de manutenção devem estar sempre em dia. Sem falar na sua manutenção, é claro! Condicionamento físico e, se possível, um treinamento específico, ajudam e muito!

No Brasil, não faltam opções de lugares para os aventureiros de plantão. Lugares paradisíacos, com belas vistas e, pra quem quer adrenalina, alguns obstáculos interessantes e desafiadores. Veja três ideias de trechos para um percurso de bike:.

Chapada Diamantina

É considerado um paraíso para o mountain bike. O Parque Nacional da Chapada Diamantina pode ser praticamente todo explorado de bike. Cavernas, cachoeiras, grutas e vales estão espalhads pela área, e os trechos incluem terrenos propícios para downhill, uphill, cross-country e single track. A cidade de Lençois é o epicentro da Chapada e, a partir de lá, são cerca de 273 km de trilhas. Há informações detalhadas da Chapada no site oficial. Veja opções de pousadas–Lençois.

Estrada Real

Um verdadeiro passeio pela história é o que espera o viajante na Estrada Real, que liga Minas Gerais ao litoral. É possível reviver os passos e os caminhos percorridos pelos escravos e pelo ouro, com seus mais de 1.600 quilômetros cercado de montanhas, natureza, cultura e arte.

Pode-se optar pelos três diferentes trechos (Caminho Novo, Caminho Velho e Caminho dos Diamantes). Há muitas cidadezinhas para visitar durante o percurso, constituindo um roteiro dos mais interessantes. O centro de convergência é Ouro Preto, em Minas Gerais (veja opções de albergues–Ouro Preto). Para mais detalhes dos trechos, confira o site do Instituto Estrada Real.

Serra da Mantiqueira

São muitas as opções de trechos para explorar-se pela Serra da Mantiqueira (que se estende pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), variando conforme o nível de experiência do viajante. A mais hard talvez seja o percurso entre Campos do Jordão (SP) e Paraty (RJ), com seus 300 quilômetros de estradinhas e trilhas de terra que levam a um monte de vilarejos escondidos. Claro que a paisagem ajuda e muito, com muitas cachoeiras e vegetação nativa da Mata Atlântica. Na chegada, um merecido descanso na bela Paraty. Veja as opções baratas de albergues-Paraty.

 

Aventura e adrenalina

 

Quem é profissional do ramo, ou se aventura em campos mais hardcore, a dica é o site Pedal.com.br. Lá tem tudo para o apaixonado por bikes, de datas de campeonatos a fóruns incríveis que tiram todo tipo de dúvida sobre motos e bicicletas, passando, claro, por dicas de trilhas, pistas e trechos para se aventurar. De lá tiramos algumas sugestões apontadas pelos membros do site, e juntamos dicas de onde ficar nessas cidades/regiões, pra fazer de sua aventura ainda mais divertida (e econômica).

Pista de BMX de Salvador (four-cross), Salvador/BA – estradão localizada na Av. Otávio Mangabeira (orla), direção norte, logo após o Circo Picolino. Considerada uma das melhores pistas do Brasil. Onde ficar: opções de albergues–Salvador têm diárias começando com R$ 20!

Trilha do Marajó (cross-country/enduro/maratona), Belém/PA – na ilha de Cotijuba, a poucos minutos de barco de Belém, a trilha de 35 km tem um visual fantástico, com fauna e flora únicos. Single-tracks na costeira na praia também fazem parte dessa trilha. Onde ficar: há quartos privativos em hoteis–Belém a partir de R$ 40 por noite.

 

Recanto Nativo (estrada/cicloturismo/passeio), Curitiba/PR – roteiro híbrido de 30km, que inicia na cidade e termina no campo. O trecho urbano inicial do Centro Cívico até a entrada de Campo Magro tem 12km e possui algumas ladeiras. O trecho de 18km em Campo Magro é um verdadeiro sobe-e-desce. Na região, dá pra aproveitar ainda as cachoeiras e outros atrativos. Onde ficar: a partir de R$ 30 pode-se hospedarm em albergues–Curitiba.

Bicicross Paraibinha (4X/BMX racing), João Pessoa/PB – considerada umas das melhores pistas da categoria, começa ao lado do Ginásio Esportivo Ronaldão. Com dificuldade avançada, é a estrada para o viaduto das Três Lagoas, que ruma para Recife. Onde ficar: veja opção de pousadas–João Pessoa.

 

Serrambi por Outeiro (estrada/cicloturismo/passeio), Porto de Galinhas/PE – com saída do centro de Porto de Galinhas, e acesso fácil para qualquer tipo de veículo.até a Praia de Serrambi. Durante os 28km, passa-se por Outeiro onde se visualiza toda praia da baia de Maracaípe. Onde ficar: a partir de R$ 35, pode-se hospedar em pousadas–Porto de Galinhas.

Curitiba-Morretes – Via Graciosa (estrada/cicloturismo/passeio), Curitiba/PR – 102km (maioria asfalto) entre a capital e a cidade história de Morretes, incluindo a famosa estrada da Graciosa (ou estrada D. Pedro), com seus 20km de muitas curvas e sombras deliciosas. Onde ficar: ao final do percurso, hospede-se em pousadas–Morretes a partir de R$ 35.

Bacaxá-Búzios (estrada/cicloturismo/passeio), Búzios/RJ – passeio de 156km feito pelo litoral, saindo de Bacaxá, que fica logo após Saquarema. Entra-se em Praia Seca, Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. Trajeto feito todo no plano. Onde ficar: há várias boas pções de albergues–Búzios, com diárias a partir de R$ 25!

Trilha da Florestinha, (cross-country/enduro/maratona), Florianópolis/SC – percursos de cerca de 20km no topo do Morro da Lagoa, opções de trilhas curta e íngreme ou longa e apertada, com caminhos para locais como Saco Grande, Ratones, Lagoa, Itacorubi etc. Hospede-se em albergues–Florianópolis com diárias a partir de R$ 30.

 

Albergues bike friendly

A rede de albergues também já despertou para os cicloturistas e muitos incluem em suas instalações espaços para guardar as bicicletas (quase sempre gratuitos) e aluguel das magrelas. São os chamados hostels bike-friendly, muito comuns lá fora e cada vez mais populares no Brasil. Confira alguns exemplos:

NO BRASIL

A linda Búzios, no Rio de Janeiro, inspira passeios ao ar livre. Ficando no Búzios Adventure Hostel, além de terem espaço para guardar as bicicletas, os hóspedes podem andar de buggy, mergulhar e várias outras atividades.

Aventureiros e apreciadores da natureza amam a Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, co seu visual espetacular e condições perfeitas para a prática dos mais variados esportes. O Sugar Cane Hostel aluga bicicletas e também pranchas, tudo a 300 metros da praia.

No Backpackers Ceará Hostel, em Fortaleza, não se paga pelo estacionamento das bikes, e pode-se alugá-las também. Fica pertinho da praia de Iracema, num cenário ideal para um roteiro de ecoturismo.

NO EXTERIOR

Se tem um país que ama bicicleta é a Holanda. Lá, o ciclismo é mais que um meio de transporte, mas um verdadeiro estilo de vida, com suas rá ruas e estradas especialmente criadas (e sinalizadas) para as bikes. Na capital Amsterdam, uma ótima opção é o o Bicycle Hotel. No centro da cidade, oferece estacionamento para bicicletas e um serviço de aluguel por cerca de 5 euros por dia.

Em San Francisco, nos Estados Unidos, o Green Tortoise Backpackers Guesthouse incentiva seus hóspedes a desbravarem a cidade sobre duas rodas, com aluguel e espaço próprio para as bikes. Fica no bairro de Little Italy, e tem um monte de outras coisas legais (de sauna a noites de karaokê).

Na China, andar de bike é mais do que normal também. O Happy Dragon Hostel, em Pequim, tem estacionamento gratuito para elas. Também organiza viagens (baratas) para o Tibete e tem WiFi por todo o prédio.

Em Buenos Aires, na vizinha Argentina, uma boa pedida é o Ostinatto Hostel, no bairro histórico de em San Telmo. Lá pode-se alugar (e guardar) as bikes, além de ter um minicinema e um terraço super badalado.

 

Tem alguma história legal de viagem de bike? Conta que a gente publica aqui no blog!

 

Um agradecimento especial pelas fotos do flickr para raphaelsouza, Adilson Moralez, Lucas Vieira Moreira e Tidio; e para Pedro Cury, do site Pedal.

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