Paquetá: um oásis de tranquilidade e beleza no Rio

A pouco mais de uma hora de barca do centro do Rio de Janeiro, está um verdadeiro recanto turístico carioca. Longe do trânsito, da violência e  da poluição da cidade grande, a Ilha de Paquetá é um destino ideal para umpasseio para um fim de semana ou para aquelas férias merecidas.

Bairro do Rio transformado em Área de Preservação do Ambiente Cultural (APAC), com 1,2 km² de área e 8 km de perímetro pela Baía de Guanabara, Paquetá vê sua a população fixa de menos de 5 mil pessoas praticamente dobra. Difícil mesmo resistir à tranquilidade e segurança que a região oferece.

Dá quase para viajar no tempo, com muitas chácaras preservando o estilo do período colonial, e moradores andando em charretes, trenzinho, barcos e bicicletas. As ruas de saibro com árvores centenárias em desalinho – de onde pode-se apanhar frutas a qualquer hora – dão um charme todo especial.

 

 

A travessia

 

Quando funciona: todos os dias

Quanto custa: R$ 4,50

Quanto tempo dura: 70 minutos

De onde sai (Rio): Estação das Barcas na Praça XV (centro)

O que se vê no caminho: um imenso acervo cultural e paisagístico, incluindo Pão de Açúcar, ponte Rio-Niterói, Ilha do Governador, Serra dos Órgãos, Dedo de Deus etc.

Horários: veja abaixo

 

RIO-PAQUETÁ

5h15 / 7h10 / 10h30 / 13h30 / 16h / 17h45 / 19h / 21h / 23h

PAQUETÁ-RIO

5h30 / 7h / 9h / 12h / 15h / 17h30 /  19h15 / 20h30 / 22h15

 

 

As praias

O site Paquetaense dá uma sugestão de rota para conhecer todas as praias da lha de Paquetá.

Saindo da estação das barcas da ilha, comece pela belíssima praia da Imbuca, situada na parte sul da ilha, entre a praça dos Atobás e a ponta da Imbuca, abrangendo as praias Moema e Iracema.

Da ponta da Imbuca até ao local conhecido como “cocheiras”, veja a antiga praia dos Frades. Ponto de reunião de pescadores nativos da ilha e moradores das comunidades do “Pendura a saia” e das “Cocheiras”, como são conhecidas popularmente essas comunidades.

Partindo do Parque Darke de Mattos até a Ponte da Saudade, descubra a antiga

praia da Guarda, atualmente praia José Bonifácio, a favorita das crianças e jovens que divertem-se com os pedalinhos pedalinhos e caiaques alugados.

A praia da Moreninha é também o local onde os moradores da ilha comemoram o Reveillon todos os anos, com shows ao vivo e queima de fogos.

Junto à praça onde fica a Igreja de São Roque, está a praia de São Roque, mais um ponto de reunião de pescadores de Paquetá.

Por fim, a praia Pintor Castagneto, popularmente conhecida como praia dos Coqueiros, fica situada entre a rua Maestro Anacleto e a Ponta do Lameirão.

 

 

Bares e botequins

 

Não faltam opções de lugares para comer, beber e botar o papo em dia na ilha, de quiosques na praia aos conhecidos botequins.

Costela de porco, aipim, jiló, pedaços de frango, linguiça, carne assada e tantas outras iguarias fazem parte do cardápio do popular Boteco do Manel, na esquinas das ruas Furquim Werneck e Pinheiro Freire. Há ainda ainda um restaurante anexo, onde é servida comida caseira a cargo da venerável Dona Ana.

Na Rua Doutor Lacerda nº 18 (em frente aos Correios), está o Bar do Zarur (ou Bar do Paulão ou ainda Restaurante Tia Leleta). Além da boa comida, é um ponto de reunião muito popular na ilha, com frequentes rodas de samba, palestras e outros eventos. No menu, destaque para os pastéis de camarão e de siri.

 

 

Outros atrativos

A Casa de Artes Paquetá é o centro cultural da ilha, com promoção de eventos artísticos e culturais, acervo em exposição e um Centro de Memória para consultas e pesquisas.

A Casa de José Bonifácio, na praça de mesmo nome, tem uma bela arquitetura, mas tem apenas visitação externa.

O romântico Parque Darke de Mattos apresenta árvores centenárias, jardins, trilhas e mirantes, repletos de histórias e lendas,

Alega-se que o Cemitério dos Pássaros (ao lado do Cemitério de Paquetá) é o único que se conhece no mundo, originalmente concebido por Pedro Bruno e Augusto Silva com o simbolismo do amor à natureza e aos pássaros. Hoje, o espaço é realmente usado pela comunidade para enterrar seus pássaros de estimação e várias pequenas covas podem ser observadas.

E dentre as muitas lendas de Paquetá, uma das mais populares é a da Pedra dos Namorados – um grande rochedo arredondado que fica na Praia José Bonifácio. Diz a lenda que o(a) namorado(a) que vá a Paquetá pela primeira vez deve colocar-se de pé na areia da praia, de costas para a Pedra e lançar três pedrinhas sobre ela, enquanto pensam na pessoa amada. Se alguma das pedrinhas permanecer sobre a Pedra , será sinal de grande sorte no amor. Não custa tentar, certo?

 

Para saber mais sobre os atrativos, programação e opções de acomodação em Paquetá, visite o site Paquetaense.

 

 

Um agradecimento especial pelas fotos do flickr para Mônica Ioci, Claudio Tebaldichicocharles.


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