Albergues: separando fato da ficção

Publicado por Rodrigo Santos

 

Dá pra culpar Quentin Tarantino por ter ajudado a mudar o imaginário coletivo para a concepção de um albergue. Especialmente se for uma hospedaria suja, escura e nada segura no meio da Eslováquia, frequentada por psicopatas fãs de uma serra elétrica. O lançamento do terror “O Albergue” foi em 2006 e até hoje há quem ligue a ideia de albergue ao extremo da má experiência em hospedagem.

Nada podia ser mais diferente da realidade. A bem da verdade, a maioria das pessoas que experimenta um albergue pela primeira vez sai sim surpreendida – mas por motivos bem diferentes! Aqui nesse post a gente comenta alguns dos mal-entendidos e ideias errôneas mais comuns sobre albergues e tenta dar uma noção do que esperar de verdade deste tipo de hospedagem.

Ideia errônea 1: Albergues não são seguros.

Ainda que pareça óbvio até para o mais inocentedos viajantes, que a violência mostrada no filme é extrema e absurda, ainda há gente que acha que albergues são locais nada seguros.

Quase todos os albergues têm salas próprias para guardar bagagem e armários individuais, onde você pode deixar seus pertences. Muitos possuem recepção funcionando 24 horas e colocam guardas e vigias noturnos para aumentar ainda mais a segurança.

Há ainda albergues com recepção especial para mulheres, com dormitórios e andares exclusivamente femininos, como o Adventure Hostel em Los Angeles ou o Orient Youth Hostel em Istanbul.

Ideia errônea 2: Albergues são básicos e de baixa qualidade.

Tem gente que acredita que a qualidade da acomodação e as instalações e serviços oferecidos por albergues sãoconsideravelemente inferiores aos dos hoteis por causa da diferença de preço.

A ideia de se ter apenas uma cama em um dormitório apertado e acesso a um banheiro sujo e dividido entre dezenas de hóspedes é coisa do passado. Hoje em dia, muitos albergues oferecem alguns quartos realmente sensacionais, com instalações comparáveis a hoteis de qualidade e, o melhor, por uma fração do preço.

Vários são os albergues que oferecem quartos privativos, com banheiros individuais, TVs, guarda-roupas e mesinhas, e com todo o tipo de serviço como bar, piscina, sala de jogos, lavanderia e recepção 24 horas.

Se um albergue pode não ter um serviço de arrumadeira ou restaurante próprio se comparado a um típico hotel 3-estrelas, tudo é compensado em termos de ambiente e descontração.

Claro que há albergues que oferecem absolutamente o mínimo pelo dinheiro que você paga, mas isso também se aplica com muita frequëncia a hoteis ditos baratos. O ponto-chave é pesquisar bem pois, com certeza, na maioria das vezes você vai encontrar examente o que está procurando (ou mais!) e pagando bem menos do que um hotel comum.

Ideia errônea 3: Em albergues, tudo é sexo, drogas e rock´n´roll.

Muita gente vê os albergues como um refúgio para jovens e adolescentes à procura de noitadas, orgias selavagens, bebedeiras sem fim e drogas liberadas.

Totalmente fora da realidade. Todo albergue que se preze opera uma política de restrição a drogas e não tolera compartamentos excessivos (leia-se hóspedes bêbados e inconvenientes).

Não é raro ver albergues impondo um “toque de recolher”, na tentativa de impedir os comportamentos mais alterados e, em casos extremos, separam áreas para homens e mulheres.

E nem todos os albergues são para festas e bagunça. Alguns optam por salas de leitura e redes em ambientes tranquilos, ao invés de pistas de dança, clubes e bares noturnos.

 

Gostou? Leia também: O que é um albergue?

 

Um agradecimento especial a Lanchutt pela foto do flickr.

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